Rafael
Reis

Continuando...
Chegamos agora em um piscinão bem profundo com um degrau bem alto
na saída. Como de costume eu vou na frente. Acabei descobrindo que
era bem mais fundo do que pudemos imaginar. Porque será que isso
sempre acontece? :O)
Nesta
foto eu estou entrando... Um pouco embalado em segunda reduzida. Mal deu
nem para chegar na metade do piscinão. As proteções
e o diferencial traseiro apoiaram no meio do facão deixando as quatro
rodas sem tração.
A
galera me alcaça a filmadora, afinal não poderíamos deixar
de filmar a água entrando pela vedação das portas.
E aqui
fiquei... Logo a galera começou a agilizar o meu resgate, mas só
depois de rir bastante e tirar muita, mas muita foto mesmo da naufragada.
Note a expressão de confiança do Bedin (no fundo a esquerda).
Se a entrada de ar do Cabrito fosse original teria tomado um calço
hidráulico no motor com certeza. Apesar de funcionar bem o ideal
ainda é um snorkel.
Eis
que surge nosso próximo desafio. Esta subida MUITO lisa e com uma bela
erosão depois desta curva. Estava tão liso que do ponto da foto
era difícil até de embalar para subir, quase não saia
do lugar.
Repare
que a ventoinha do motor joga água no capô por dentro, que escorre
por cima do farol. Me dei o trabalho de medir a altura da base do bumper (onde
os milhas são fixados), tem quase 70 cm de altura.
O
que poderia ser mais vergonhoso que aparecer fazendo trilha com um poodle
a bordo? A SiImone me obrigou a levar a criatura junto... Pior nem foi isso,
assim começou a entrar água adivinha quem tava tentando pular
a janela? Quando viu a água entrando o Nestor enlouqueceu e se enfiou
dentro do apoio de cabeça e depois tentava pular a janela. Isso é
que é companheiro...Segundo a Simone é instinto de sobrevivência.
Era só o que me faltava...
Finalmente
eles param de rir, filmar e fotografar e resolvem agilizar o resgate. O Adriano
faz malabarismos para engatar a manilha. Enquanto isso o Diego alinha o Alemão
para rebocar.
Foi
MUITO difícil de sair. O jeito foi dar uns "tranquinhos".
Se não fosse dessa forma o Alemão só patinava e nem mexia
o Cabrito do lugar.
O
Alemão patina bastante mas aos poucos vai conseguindo puxar. Sim, falta
um guincho...
Finalmente!
Aqui
está a imagem mais esperada!!! A lâmina de água no fundo
do Cabrito. Como já estou acostumado com isso a técnica é:
abrir os tampões do assoalho e deixar a água escorrer.
Tendo
em vista que ficou claro que ninguem conseguiria passar por causa da profundidade
da encrenca resolvemos mudar de tática. Passamos a Rural pelo aborto
(sim, tinha um aborto :O) eposicionamos ela na saída do piscinão.
A idéia era passarmos já rebocados pela Rural.
Deu
"meio certo"... Quando fomos testar comigo o cabo arrebentou e
fiquei no meio do atoleiro de novo. Desta vez os zecas até que foram
rápidos, mas entrou água de novo. Mudamos o ponto de ancoragem
na Rural e tudo certo, um a um fomos passando.Todos rebocados.
Monstrinho
passando... Repare o Niva que so para de capô aberto.. hehehe o Bedin
preferiu passar pelo aborto pois a entrada de ar do AP 1.8 do Niva é
bem baixa.
Vez
do DiIego passar com o Alemão...
Nesta
foto dá para ver bem a profundidade...
Alemão
saindo... Pela marca do barro na frente imagina a encrenca, e ainda por cima
com esse degrau para subir na saída. Quase impossível de passar!!!
Pelo menos para os nossos jipes.
Depois
de puxar todos para fora o Busão não poderia ficar de fora!!!
Com a Rural presa no Alemão o Daniel entra no atoleiro
Foi
bem até o degrau ai o "limpa trilhos" da Rural cravou no
barranco e não teve jeito de subir. O Alemão patinava e nem
mexia o Busão do lugar. Resolvemos então prenter o Monstrinho
no Alemão e tentar com um trenzinho. Só assim saiu. Seguimos
então para o próximo atoleiro.
Uma
descida bem lisa levava a um grande atoleiro. Resolvemos fazer um pequeno
trabalho de equipe. Eu e o Felipe fomo na frente (jipes mais leves), se um
ficasse o outro puxava. A primeira parte passamos bem, mas na segunda o barro
era muito fundo e eu não consegui passar. Na foto abaixo o Felipe faz
o resgate.
O
Felipe consegue puxar um pouco mas começa a patinar muito tambem...

Levemente
acelerado para não deixar o motor morrer, o jeito é esperar o
resgate. Depois dessa vez aprendi alição: sempre vou deixar a
cinta já presa.
Vez
do Felipe tentar... Acabou ficando um pouco antes que eu. Na foto eu junto as
cintas para fazer o resgate puxando o Monstrinho para frente.
O
jeito foi o Diego trazer o Alemão e fazer um trenzinho para me puxar.
Na segunda tentativa consigo subir até o final contando com a ajuda dos
"Cavalos" para vencer a subida final.
O
Diego fazendo a primeira parte datoleiro da foto anterior, ainda entre as árvores.
Empolgado
o Diego enche o pé e entra no atoleirao rápido demais... Pensávamos
que ele fosse parar mas que nada. Entrou no atoleiro a 160 por hora... hehehe
Essas
coisas não costumam acabar bem...
Nessa
hora o Alemão quase virou, ficou com as duas rodas no ar e a sorte foi
que o próprio terreno ajudou a endireitar quando o jipe caiu. Esses ataques
de pé de chumbo costumas ser perigosos...
O
Alemão quase chega no final ficou na mesma subida que eu. Uma puxadinha
e tava tudo certo.
Na
vez do Busão passar o bicho pegou. Apesar da Rural passar MUITO bem nesse
local ela atravessava bastante fazendo o Daniel trabalhar bastante para manter
ela no rumo... Em vão. Numa das ladeadas derrubou a cerca a esquerda
na foto (já atras da Rural). A esquerda em primeiro plano eu tento guiar
o Daniel, como se adiantasse alguma coisa. Reparaou no Felipe agachado? Tava
nessa posição a quase uma hora... :O)
Quase
todos do outro lado do atoleiro, só faltava o Bedin. Na sua vez de passar
ele teve um "ataque de Diego" e socou o pé! Entrou no atoleiro
com muita velocidade, e no mesmo lugar em que o Diego quase virou o Alemão,
o Niva saltou para o lado batendo forte na lateral do barranco quando caiu.
O resultado está na foto ao lado, o pneu destalonou. Até foi sorte...
do jeito que vinha podia ter sido bem pior. Rebocamos o Niva para fora do atoleiro
para trocar o pneu, já na saída da trilha.
Uma vez
fora do atoleiro, hora de trocar o pneu e aproveitar para fazer uma inspeçãozinha
no Niva para ver se tá tudo no lugar depois da batida.
Errrrrrrrrrr...
Inspecionar o que com todo esse barro? Bom, pelo menos não parecia estar
faltando nenhuma peça. hehehe
Mais
aliviado sabendo q conseguiria voltar para casa o Bedin troca a roda do Niva,
O estepe é um "pouquinho" menor....
Na
hora de ir embora, nada do Busão pegar. Mais um trabalho para "Os
Cavalos"!!!
Eu até
ajudaria, mas alguém tam que se sacrificar e filmar... :O) Repare no
Niva com o stepe de brinquedo...
Foto
da galera no fim da trilha. Depois fomos para a casa do Bedin assistir aos vídeos
e comer pizza!!!
É
parece que o grupo tá realmente se solidificando... E pensar q eu comecei
essa história toda quando comprei o Cabrito... Logo vamos bolar um
nome oficial para o novo "jipe clube" que tá nascendo.
Um grande
abraço a todos e até a próxima!
(o
início da aventura)