

Web Disaster:

Assino
embaixo o que o Theo relatou até agora Posso garantir que quando cheguei
ao primeiro rio e não consegui ver ninguém passando só
dava pra perceber que a água não tava lá pra brincadeira
não. Quando o samurai entrou e a água tampou momentaneamente
o capô só pensei - que a água esteja longe da entrada
de ar, pois meu samurai "ainda" não tem snorkel, e com pneuzinho
15 fica um pouquinho mais baixo que os outros. Felizmente
conseguimos atravessar os dois sem nem mesmo chegar umidade ao filtro de ar.
O que passou a me preocupar a partir daquele momento era que sabíamos
que teríamos mais rios para atravessar, e não tinha idéia
do nível da água a encontrar.
Na segunda-feira
largamos para a 1a. e 2a. etapas, com destino a Nova Olímpia e Paranavaí.
Este dia foi a primeira prova de fogo pra suspensão das viaturas. Fizemos
uns 400 km quase o tempo todo com médias altas e transpondo curvas
de nível. Nas primeiras meu navegador dizia "saltou com as 4",
porém depois
de alguns kms com este tipo de percurso já não contava mais,
apenas se aguentava como dava dentro do samuca e pau no acelerador. Como tenho
o motor e caixas originais, estávamos o tempo todo de reduzida, chegando
em alguns trechos a mais de 90 km/h pra tirar algum atraso. Neste dia a marcha
predominante foi a terceira, sempre com giro alto, pra facilitar as manobras.
Durante a manhã quando chegamos num posto de gasolina fomos informados
que não tinha mais gasolina e resolvemos ir adiante assim mesmo, pois
antes da largada em Guaíra o tanque foi completado até a boca.
Chegando num outro neutro pedimos pro GIba de Blumenau como estava o tanque
dele, já que o nosso tava no suspiro e ele comentou que já tava
pensando em pedir gasolina emprestada de nós. Não deu outra,
eles acabaram com pane seca e nós chegamos em Nova Olímpia com
aprox. 1 litro de combustível. Um protótipo com motor de silverado
largou com 110 lts e chegou com uns 4. Daí da pra se ter uma idéia
de como a etapa exigia dos samucas, pois todos sabem que estes motores não
bebem nada - e era só metade da prova.
Ao final do neutro de almoço, entrando no carro o Arno (Navegador) percebeu que o totem estava com algum problema de alimentação - tínhamos algo como 1 minuto pra largar, e mexe daqui e dali, a bateria do totem havia explodido - aí já viu. aquela confusão toda, pois o tempo parece que corre muito mais rápido que nossos pensamentos e atitudes, e no final das contas até trocar detectar o problema e colocar uma nova bateria largamos uns 2 minutos atrasados. Puro azar. Logo no início da etapa havia um pc e tomamos mais de 1200 pontos, mesmo assim antes do segundo pc já havíamos recuperado o tempo e acabamos em 3o. nesta etapa - na categoria jeep.
Nesta
etapa num trecho havia uma saida pra esquerda, com média alta, e depois
de já ter puxado a direção, repentinamente havia um valo
atravessando a estrada. O resultado é que passamos com as duas rodas
esquerda dentro deste valo que estava meio em diagonal e até agora
não sei porque o samuca não capotou. Um colega nosso de engesa
do RJ estourou o carter neste local e outro estourou um amortecedor duma land
- saímos ilesos. O único problema que tivemos no carro até
esta etapa foram uns danos no escapamento.
Em resumo, estas 2 etapas acabaram exigindo muito dos caros menores - samurais - por terem médias muito altas, o tempo todo. Minhas 4 molas 0km, pareciam que já tinham uns 5000km de uso.
Dando continuidade aos relatos sobre a transparaná, vamos falar sobre as etapas 3 e 4 (terça-feira) :
A parte
da manhã foi praticamente continuidade do dia anterior - estradão
com velocidades altas. Para a tarde teriamos que passar por dois rios, e a
direção de prova havia informado que se o nível tivesse
muito alto eles
fariam um trecho alternativo. A dúvida era se o nível alto deles
era o mesmo pro nosso samurai. Bem, velocidades altas, curvas de nível,
mais curvas de nível, pé embaixo, 6000 rpm e terceira engatada
o tempo todo. Em certa altura percebi que os amigos de Blumenau não
apareciam mais no meu retrovisor e deduzi que estavam com problemas. No almoço
ficou confirmado que eles tavam com problemas na bomba de gasolina. Fomos
almoçar depois de dar uma verificada no carro na rampa do posto de
gasolina e abastecer até a boca (procedimento padrão durante
toda a prova). Saindo do restaurante (que só tinha arroz e alface quando
chegamos) o samurai resolveu não pegar. Isto veio se repetir mais 2
ou 3 vezes durante a prova e até agora não detectamos o que
houve, já que motor de arranque & cia havia sido revisado antes
da prova. Pois bem, depois de algumas tentativas ele pegou. Na prova da manhã,
teve um PC que resolveu cancelar um trecho porque haviam pessoas trabalhando
numa lavoura (e diga-se de passagem até onde fizemos era um baita laço
com velocidades altas e as curvas tudo meio de lado) e mandou TODOS voltarem
pelo mesmo caminho que a planilha mandava entrar. Nós não batemos
porque percebemos antes de entrar na lavoura que havia alguma confusão
perto, pois tinha uns 5 troller saindo por onde deveríamos entrar,
porém dois amigos aqui de SC acabaram batendo de frente (troller e
pajero) - por sorte ninguém teve danos físicos - somente materiais
e psicológicos. Na minha avaliação pura ca%ada da organização.
Para a tarde a coisa ficou mais emocionante. Depois de uns laços em
lavouras, chegamos numa lavoura onde o proprietário havia fechado a
entrada após passarem a master e as pick-ups. Empasse criado! O proprietário
com a navegadora do javali foram seguindo a planilha até o local de
saída de sua propriedade e voltaram pela
estrada. Fomos todos da categoria jeep e senior em comboio até o local.
Acertado o trecho estávamos com mais de 7 minutos de atraso. Chegando
neste ponto não pensei duas vezes, pé na bomba o tempo todo
- fomos os
primeiros "a largar". Enquanto tirava o atraso (literalmente) só
pedia pro Arno me avisar uns 100 metros antes sobre qualquer mudança
de rota, pois mal conseguia olhar pra frente. Em determinado ponto a planilha
indicava
pra virar a esquerda antes duma árvore. DETALHE: era uma curva de 90
graus e árvore estava ali prontinha pra segurar alguém tirando
tempo. passamos e fomos em frente. Depois de nem sei quantos kilômetros
e quanto tempo conseguimos tirar o tempo. Querem saber mais ?? Somente uns
2 carros da categoria senior tinham nos ultrapassado até este ponto,
depois alguns outros nos passaram. Nossa grande preocupação
estava sendo os rios que viriam e se o suporte da caixa reduzida "feito
em casa" que tínhamos colocado no dia anterior iria guentar muito
mais tempo, pois a pauleira estava grande.
Na tarde passamos por mais trilhas e menos estradão - principalmente
no final, o que nos animou para os próximos dias, pois o que queríamos
mesmo era trilha e não estradão. Chegando aos rios, todos os
2 estavam com pouca água, o que me deixou mmuuuiiitttooo transquilo
na travessia. Quase chegando em Cornélio Procópio as trilhas
estavam um pouco mais pesadas e com bastante pedras. Como sabíamos
que os nossos 2 principais concorrentes não estavam mais na etapa,
resolvi tirar o pé em alguns lugares pra "poupar" o carro,
já que por pior que chegássemos na etapa estaríamos na
frente deles - joquinho de estratégia. Durante a tarde também
percebi que o volante estava "muito solto" e que eu havia perdido
muito a sensibilidade ao dirigir. No final da etapa, chamei nosso mecânico
e fomos pra rampa do posto. O suporte improvisado na reduzida no dia anterior
havia se
comportado bem, mas resolvemos colocar um suporte novo, e tivemos que trocar
o amortecedor da direção que tava um "caco véio".
Os fluidos (motor, caixa, diferencial) tudo em ordem, e o filtro de ar do
motor tava
avermelhado (a terra nesta região do PR é rocha), resolvemos
só passar um ar e engraxar as cruzetas e samurai 30 já estava
prontinho pra largada no dia seguinte.
No jantar
começou o primeiro bate-boca entre direção de prova e
competidores, devido aos trechos cancelados, pois alguns tinham feito o trecho
e outros não. Como não sabíamos os resultados dos outros,
também protestamos, pois teve PC transformado apenas em pc de passagem,
e tínhamos ido quase ao limite do carro pra poder tirar o tempo. Como
depois percebemos que isto não alterou nosso resultado - ganhamos as
duas etapas -
me acalmei um pouco. Até aqui eu achava que tirar 7 minutos era um
trabalho difícil, porém na etapa 7 tivemos que tirar 45 minutos,
mas isto deixa pra outro dia..........
abraços
a todos, já com saudades da prova......