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Rafael Reis
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Assino embaixo o que o Theo relatou até agora Posso garantir que quando cheguei ao primeiro rio e não consegui ver ninguém passando só dava pra perceber que a água não tava lá pra brincadeira não. Quando o samurai entrou e a água tampou momentaneamente o capô só pensei - que a água esteja longe da entrada de ar, pois meu samurai "ainda" não tem snorkel, e com pneuzinho 15 fica um pouquinho mais baixo que os outros. Felizmente
conseguimos atravessar os dois sem nem mesmo chegar umidade ao filtro de ar. O que passou a me preocupar a partir daquele momento era que sabíamos que teríamos mais rios para atravessar, e não tinha idéia do nível da água a encontrar.

Na segunda-feira largamos para a 1a. e 2a. etapas, com destino a Nova Olímpia e Paranavaí.
Este dia foi a primeira prova de fogo pra suspensão das viaturas. Fizemos uns 400 km quase o tempo todo com médias altas e transpondo curvas de nível. Nas primeiras meu navegador dizia "saltou com as 4", porém depois
de alguns kms com este tipo de percurso já não contava mais, apenas se aguentava como dava dentro do samuca e pau no acelerador. Como tenho o motor e caixas originais, estávamos o tempo todo de reduzida, chegando em alguns trechos a mais de 90 km/h pra tirar algum atraso. Neste dia a marcha predominante foi a terceira, sempre com giro alto, pra facilitar as manobras. Durante a manhã quando chegamos num posto de gasolina fomos informados que não tinha mais gasolina e resolvemos ir adiante assim mesmo, pois antes da largada em Guaíra o tanque foi completado até a boca. Chegando num outro neutro pedimos pro GIba de Blumenau como estava o tanque dele, já que o nosso tava no suspiro e ele comentou que já tava pensando em pedir gasolina emprestada de nós. Não deu outra, eles acabaram com pane seca e nós chegamos em Nova Olímpia com aprox. 1 litro de combustível. Um protótipo com motor de silverado largou com 110 lts e chegou com uns 4. Daí da pra se ter uma idéia de como a etapa exigia dos samucas, pois todos sabem que estes motores não bebem nada - e era só metade da prova.

Ao final do neutro de almoço, entrando no carro o Arno (Navegador) percebeu que o totem estava com algum problema de alimentação - tínhamos algo como 1 minuto pra largar, e mexe daqui e dali, a bateria do totem havia explodido - aí já viu. aquela confusão toda, pois o tempo parece que corre muito mais rápido que nossos pensamentos e atitudes, e no final das contas até trocar detectar o problema e colocar uma nova bateria largamos uns 2 minutos atrasados. Puro azar. Logo no início da etapa havia um pc e tomamos mais de 1200 pontos, mesmo assim antes do segundo pc já havíamos recuperado o tempo e acabamos em 3o. nesta etapa - na categoria jeep.

Nesta etapa num trecho havia uma saida pra esquerda, com média alta, e depois de já ter puxado a direção, repentinamente havia um valo atravessando a estrada. O resultado é que passamos com as duas rodas
esquerda dentro deste valo que estava meio em diagonal e até agora não sei porque o samuca não capotou. Um colega nosso de engesa do RJ estourou o carter neste local e outro estourou um amortecedor duma land - saímos ilesos. O único problema que tivemos no carro até esta etapa foram uns danos no escapamento.

Em resumo, estas 2 etapas acabaram exigindo muito dos caros menores - samurais - por terem médias muito altas, o tempo todo. Minhas 4 molas 0km, pareciam que já tinham uns 5000km de uso.

Dando continuidade aos relatos sobre a transparaná, vamos falar sobre as etapas 3 e 4 (terça-feira) :

A parte da manhã foi praticamente continuidade do dia anterior - estradão com velocidades altas. Para a tarde teriamos que passar por dois rios, e a direção de prova havia informado que se o nível tivesse muito alto eles
fariam um trecho alternativo. A dúvida era se o nível alto deles era o mesmo pro nosso samurai. Bem, velocidades altas, curvas de nível, mais curvas de nível, pé embaixo, 6000 rpm e terceira engatada o tempo todo. Em certa altura percebi que os amigos de Blumenau não apareciam mais no meu retrovisor e deduzi que estavam com problemas. No almoço ficou confirmado que eles tavam com problemas na bomba de gasolina. Fomos almoçar depois de dar uma verificada no carro na rampa do posto de gasolina e abastecer até a boca (procedimento padrão durante toda a prova). Saindo do restaurante (que só tinha arroz e alface quando chegamos) o samurai resolveu não pegar. Isto veio se repetir mais 2 ou 3 vezes durante a prova e até agora não detectamos o que houve, já que motor de arranque & cia havia sido revisado antes da prova. Pois bem, depois de algumas tentativas ele pegou. Na prova da manhã, teve um PC que resolveu cancelar um trecho porque haviam pessoas trabalhando numa lavoura (e diga-se de passagem até onde fizemos era um baita laço com velocidades altas e as curvas tudo meio de lado) e mandou TODOS voltarem pelo mesmo caminho que a planilha mandava entrar. Nós não batemos porque percebemos antes de entrar na lavoura que havia alguma confusão perto, pois tinha uns 5 troller saindo por onde deveríamos entrar, porém dois amigos aqui de SC acabaram batendo de frente (troller e pajero) - por sorte ninguém teve danos físicos - somente materiais e psicológicos. Na minha avaliação pura ca%ada da organização. Para a tarde a coisa ficou mais emocionante. Depois de uns laços em lavouras, chegamos numa lavoura onde o proprietário havia fechado a entrada após passarem a master e as pick-ups. Empasse criado! O proprietário com a navegadora do javali foram seguindo a planilha até o local de saída de sua propriedade e voltaram pela
estrada. Fomos todos da categoria jeep e senior em comboio até o local. Acertado o trecho estávamos com mais de 7 minutos de atraso. Chegando neste ponto não pensei duas vezes, pé na bomba o tempo todo - fomos os
primeiros "a largar". Enquanto tirava o atraso (literalmente) só pedia pro Arno me avisar uns 100 metros antes sobre qualquer mudança de rota, pois mal conseguia olhar pra frente. Em determinado ponto a planilha indicava
pra virar a esquerda antes duma árvore. DETALHE: era uma curva de 90 graus e árvore estava ali prontinha pra segurar alguém tirando tempo. passamos e fomos em frente. Depois de nem sei quantos kilômetros e quanto tempo conseguimos tirar o tempo. Querem saber mais ?? Somente uns 2 carros da categoria senior tinham nos ultrapassado até este ponto, depois alguns outros nos passaram. Nossa grande preocupação estava sendo os rios que viriam e se o suporte da caixa reduzida "feito em casa" que tínhamos colocado no dia anterior iria guentar muito mais tempo, pois a pauleira estava grande.
Na tarde passamos por mais trilhas e menos estradão - principalmente no final, o que nos animou para os próximos dias, pois o que queríamos mesmo era trilha e não estradão. Chegando aos rios, todos os 2 estavam com pouca água, o que me deixou mmuuuiiitttooo transquilo na travessia. Quase chegando em Cornélio Procópio as trilhas estavam um pouco mais pesadas e com bastante pedras. Como sabíamos que os nossos 2 principais concorrentes não estavam mais na etapa, resolvi tirar o pé em alguns lugares pra "poupar" o carro, já que por pior que chegássemos na etapa estaríamos na frente deles - joquinho de estratégia. Durante a tarde também percebi que o volante estava "muito solto" e que eu havia perdido muito a sensibilidade ao dirigir. No final da etapa, chamei nosso mecânico e fomos pra rampa do posto. O suporte improvisado na reduzida no dia anterior havia se
comportado bem, mas resolvemos colocar um suporte novo, e tivemos que trocar o amortecedor da direção que tava um "caco véio". Os fluidos (motor, caixa, diferencial) tudo em ordem, e o filtro de ar do motor tava
avermelhado (a terra nesta região do PR é rocha), resolvemos só passar um ar e engraxar as cruzetas e samurai 30 já estava prontinho pra largada no dia seguinte.

No jantar começou o primeiro bate-boca entre direção de prova e competidores, devido aos trechos cancelados, pois alguns tinham feito o trecho e outros não. Como não sabíamos os resultados dos outros, também protestamos, pois teve PC transformado apenas em pc de passagem, e tínhamos ido quase ao limite do carro pra poder tirar o tempo. Como depois percebemos que isto não alterou nosso resultado - ganhamos as duas etapas -
me acalmei um pouco. Até aqui eu achava que tirar 7 minutos era um trabalho difícil, porém na etapa 7 tivemos que tirar 45 minutos, mas isto deixa pra outro dia..........

abraços a todos, já com saudades da prova......