Depois de ter conseguido descer a Trilha dos Pôneis (Trilha dos Macacos é coisa de motoqueiro né Tonolli?) com certa facilidade, eu e o Felipe decidimos que iríamos tentar subíi-la. Uma tarefa bem mais difícil tendo em vista os temidos facões em curva que já me seguraram por lá algumas vezes, mas isso era no tempo que eu fazia trilha sozinho. :O) Então decidimos fazer nosso amigo Bedim tirar o jipe da ofinina e por na trilha, no pretexto de "testar" os acertos do motor 1.8 de Golf do nivão. 8:30 da manhã de domingo e nos encontrávamos na estrada para a terceira légua, eu o Felipe, o Bedim e o zequinha dele o Dal Toé..

Trilha dos Pôneis - 15/06/03

Web Disaster:

Rafael Reis

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Depois foi a vez do Bedim, pé de chumbo! Passa com o pé embaixo... Estratégia que no fim da trilha ele viria a descobrir que tem um preço bem alto... Ao fundo o Cabrito espera sua vez de passar.
Chegamos no atoleiro grande já no começo da trilha. O Felipe vai na frente com o Monstrinho para mostrar o caminho para o Bedim, ficando eu por último. Desta forma poderíamos socorrer o niva tanto puxando para frente como para trás. O Felipe, agora já mais experiente, na classe...
Cabrito passa tranquilo, na classe de sempre...
Descidão do "half". Uma descida em curva e íngreme.É uma erosão feita pela água e em seguida uma subida igualmente íngreme. Se escorregar muito para a esquerda a encrenca é feia. O lugar parece um "U", daí chamarmos de half. Uma passagem praticamente impossível para um jipe grande. Monstrinho ergue a roda...
O Nivão aponta no Half escorrega para a direita e ameaça virar. Nesse momento o zequinha entra em ação e... pula fora!!! "Essa coisa vai virar, essa coisa vai virar !" Brincadeira, o Dal Toé abriu a porta para fazer peso para o outro lado... ;O)
Conhecer bem o lugar faz A diferença. Entro no Half mais em cima e faço a curva sem erguer. A foto não mostra mais a direita a água faz um belo buraco.
Uma belíssima foto na travessia do rio, pena que eu tive q tirar a foto e não pude aparecer. Acho q preciso investir em um tripé no futro. Aqui o destaque fui eu escalando o Cabrito para não me molhar, minha sorte é que não tinha filmadora. A porta fechando na minha mão comigo pendurado do lado de fora daria uma bela vídeo cassetada...
Chegamos finalmente aos fações. Desta vez a chuva das últimas semanas jogou a nosso vafor e encheu os facões de terra o que nos dava a chance de passar, se entrássemos certo. Aqui o Cabrito sobe de lado patinando bastante. O nivão sobe a milhão e no final o Bedin toma um bração e bate com tudo nos valos (faltaram as fotos...), um ré e alguns empurrões e sobe. O Monstrinho veio com MUITA classe e precisou voltar agumas vezes até vir mais embalado e conseguir subir.
Mais a diante, no lugar onde o Felipe tinha enterrado o Monstrinho uma semana antes, tento passar com MUITA classe e acabo atolando. O Felipe passou o Bedin e me puxou para fora.
O Bedin entra desgovernado no atoleiro (que é bem fundo) e quase bate em uma árvore, ai tenta dar ré e acaba ficando... BATISMO FEITO!!! Pelo menos em trilha "a roubada" não conta... Repare no quanto enterrou a roda traseira. Mais uma vez o Felipe puxou ele para trás e depois disso o Bedim passou pelo lado... Tendo visto a caminho das pedras e tendo o Bedin cavado um valo para o diferencial, O Monstrinho passa na boa.

Final da sequência do piscinão, é uma atoleiro bem longo. Por duas vezes o Cabrito me deu um susto. O motor falhou e quase morreu. Aparentemente entrou um pouco de água da distribuição. Por sorte em uma das vezes eu ja tava saindo do piscinão (foto anterior) e a outra eu tava entrando no atoleiro acima. Deu para voltar antes de encrencar. Logo após esta foto é a saída da trilha no Desvio Rizzo. Logo que pegou a estrada o Bedim notou q o niva sacudia muito a frente. Parando para olhar, tinha quebrado a suspensão dianteira. Acabou voltando para Caxias bem devagar. É o preço do pé de chumbo

Aguarde TRACKLOG para GPS dessa trilha.

Último obstáculo da trilha, o piscinão. Cabrito passa bem. O nivão passa na ignorância batendo em tudo. O Felipe que já é sócio do lugar fica de novo. Quando voltei para socorrer o Felipe fiquei preso em um toco de árvore... Acontece cada uma que só vendo. Pior mesmo é só nós termos cortado um bom pouco do toco com o machado e o Cabrito saiu sem derrubar o toco... :O) Um puxão e o Monstrinho tava fora.