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Rafael Reis
Trilha do Dia dos Pais. Resolvemos explorar os lados do Samuara, sempre seguindo as indicações do Paulo Tonolli aos poucos vamos descobrindo novas trilhas pela região. Esta vez não contamos com a presença do "Alemão" que acabou ficando na garagem porque tava com o radiador furado. De tarde o Bedin com o Niva "Todinho" se juntou a nós.

 

Na entrada da trilha tinha um piscinão, depois de uma estudada (nem tão boa assim), decidimos que eu iria na frente. Logo, eu descobriria que deveria ter olhado um pouco melhor.
E lá ficou o Cabrito atolado, não chegou nem na metade do atoleiro. De quebra começou a afundar. Repare a pressa do Felipe em ajudar. Difícil foi convencer alguém a prender a cinta de roboque...

Até tava engraçado, ainda mais quando começou a entrar água. Repare a água tapando o pneu traseiro...

Eu tentando não deixar o motor morrer enquanto o Felipe procura a ancoragem com a manilha. O Diego até achando graça tava.
Cinta colocada e o Monstrinho tira o Cabrito de dentro da piscina. Não saiu muito fácil...
Ai o estrago... Tive que retirar os tampões do assoalho para escoar a água. Ainda bem que já tirei a forração a tempo... Mesmo asim, o cheiro não era dos melhores.
Tendo em vista o estrago da minha tantativa de passar o atoleiro decidimos seguir pelo aborto.
Cabrito passando pelo aborto, se bem q é praticamente impossível passar sem ser por este lugar.
Mais adiante uma brincadeirinha cruzando um veio d'água. Repare na passagem do Cabrito...
... e na passagem do Monstrinho. A foto ficou bonita mas o Felipe pagaria um preço caro pela brincadeira.
Na volta o Felipe finge encarar o piscinão, quando embica já não consegue mais sair. Até ai tudo bem, mas uma grande e desagradável surpresa ainda estava por vir.
O Diego, agora pilotando o Cabrito, se posiciona para rebocar o Monstrinho. Cinta colocada, eu me posiciono para tirar uma foto do resgate. Até ai nada de mais...
O Monstrinho traciona de ré tentando sair, enquanto o Cabrito puxa lá atrás. O motor do Monstrinho começa a embaralhar e o Felipe insiste. Repare na fumacinha branca começando a sair do escape do Monstrinho.
O motor do Monstrinho embaralha de novo e o Felipe atola o pé. Então ouviu-se um estouro e a fumaça tapou o Cabrito e o motor do Monstrinho morreu. O Diego que não via nem ouvia nada continuava puxando. Provavelmente ele entendia VAI! enquanto nós gritávamos PÁRA!!! Uma comédia...
Depois que conseguimos fazer o Diego parar de puxar, fomos direto no filtro de ar do Monstrinho. Acho que a foto explica tudo. Quando passou no pau pelo córrego entrou água no filtro, que puxa ar no locar original, na frente do farol. Ao ficar inclinado para a frente a água ensopou o filtro.
Desmontei toda a admissão de ar e tava tudo ensopado. Aos poucos fui secando tudo. Tinha água até depois da borboleta. Em detalhe o GM 2.2 naufragado. A esta altura a preocupação era o calço hidráulico.
Depois de tudo devidamente seco, tentamos ligar o motor e para nossa surpresa funcionou perfeitamente. Então resolvemos rebocar. O Monstrinho traciona para trás sem forçar, ainda com a admissão desmontada.
Uma vez fora do atoleiro, começamos a remontar o Monstrinho. Como meus talentos são somente para desmontar, passei a bola da montagem para o Diego, afinal zequinha é para essas coisas... :OP.
Algumas brincadeirinhas no passo do arroio...
Eu sempre consigo complicar o simples. Roda pra cima...
Tava tudo muito bem quando o Felipe fala no rádio: "vem me socorrer que deu merda aqui...". Quando chegamos lá a cena era essa. O Felipe toma um munaia bração e faz isso ai. Segundo ele, se atrapalhou porque tava falando no rádio. Francamente...
Na primeira tentativa a ancoragem arrebenta, então vamos tentar a outra ancoragem. Acima o malabarismo do Diego para prender a manilha sem se sujar. Um tanto ridículo eu diria... :O)
Topo da Página
Repare na fundura da enterrada. E nós ali, vendo essa cena de horror... hehehe
Depois de livrar o Monstrinho seguimos adiante. Aqui passamos por uma descida cheia de pedras soltas.
Cabrito descendo...
Monstrinho descendo...
Monstrinho em mais uma bela foto. De perto da pra ver como tinha pedra...
De tarde fomos fazer outra trilha, para os lados do Bairro Cruzeiro. Lá já fomos recebido com essas belas erosões. Um erro e o estrago ia ser grande.
Monstrinho passando pelas erosões...
O tamanho da encrenca...
Note que o Monstrinho começa a entortar para a direita. Era o começo do bração... Atenção especial para o Bedin (abaixado). Nada como a confiança da equipe... :O))

Eis que o Monstrinho escorrega e bate de lado no barranco. Por incrível que pareça não amassou nada. Mas deu um trabalhão para tirar daí. Todos escoramos para não rapspar e o Felipe voltou tudo de ré até aprumar de novo. Então subiu de pé embaixo... Mas os problemas dele estavam longe de acabar...

O Niva do Bedin, com bloqueio, subiu dando show... e fedendo embreagem.

A pena é que acabaram as fotos. Daí seguimos para uma ou trilha onde somente saímos a noite. Lá foi o inferno astral do Felipe. Primeiro ele não consegui subir um trecho técnico caindo nos fações. Depois de MUITAS tentativas resolvemso tirar o Monstrinho rebocando com o Niva que já tinha subido. De lá rumamos para Galópolis, a esta altura o Monstrinho já tava sem freio. Quando paramos em Galópolis notei a roda dianteira torta. O Monstrinho quebrou os rolamentos da roda dianteira esquerda, e a roda só não caiu porque ficou presa pela pinça de freio. De Galópolis o Monstrinho teve que andar de guincho.

Mais um dia de grandes aventuras offroad e fica o nosso compromisso de voltar para registrar o final da trilha com fotos. Fica também o nosso agradecimento ao Paulo Tonolli, que tem tido MUITA paciência com o Diego, e dado dicas quentes de trilhas garantindo nossa diversão. Até a próxima.